domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vilhena abre concursos para residências médica e multiprofissional

Inscrições  vão até quarta (11 de fev)



Estão abertas as inscrições para o processo de seleção de  residência para o Hospital Regional de Vilhena. Estão sendo oferecidas vagas nas  áreas de Obstetrícia, Urgência e Trauma e Saúde da Família. Para a Residência Multiprofissional são 24 vagas nas áreas de Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Farmácia e Serviço Social. Para Residência Médica são quatro vagas, todas em Medicina da Família e Comunidade, que vai especializar profissionais para atuarem no Programa Saúde da Família (PSF).
O prazo para inscrição termina no dia 11 de fevereiro, quando também será realizada a prova. Os alunos selecionados farão a especialização em dois anos. O Ministério da Saúde oferece uma bolsa no valor de R$ 2.907,00.  Este é o primeiro concurso para residência realizado em Vilhena, informou o secretário de Saúde Vivaldo Carneiro. Segundo ele, Vilhena está habilitada a implantar sua primeira faculdade de Medicina. Será aceita a instituição que vencer a licitação, já em andamento. O município de acordo com o secretário, é um dos 39 do Brasil que recebeu o aval do Ministério da Educação para ter uma escola de Medicina.

Outras informações poderão ser obtidas através dos  seguintes números:  (69) 3322-6512, 3321-4338 ou diretamente na Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ATÉ QUE ENFIM CHEGOU O DIA DE CONHECER OS SEGREDOS DE BOREAL

Livro de contos do jornalista será lançado na noite desta quinta-feira na Leitura, no Porto Velho Shopping


Boreal é como um príncipe, que conquistou fama mesmo antes de nascer. O pai, marinheiro de primeira viagem  e como não poderia deixar de ser, é um coruja com todas as qualificações possíveis. Finalmente o trabalho de parto está chegando ao fim. Com muito cuidado pude manusear as  páginas do livro de Emerson Medellín, na tarde desta terça-feira, dois dias antes do grande lançamento.

O jornalista Emerson Medellín - um novo percurso: das reportagens aos contos
A beleza do livro está na simplicidade  das estórias contadas pelo autor, temas sempre baseados em alguma vivência, seja dele, de um amigo ou simplesmente recolhida entre os retalhos de reportagens por ele realizadas.  O linguajar presente no nosso dia a dia. O mistério existente é a própria sobrevivência de homens, mulheres e crianças que ao longo dos trinta e oito contos se deixam desvendar, sendo descobertos os seus segredos.
Aliás, o livro escrito em 2010, foi resultado de desabafos, angustias e alegrias. Conta ele, “as pessoas vinham a mim contavam coisas, eu gostaria muito de ajuda-las, mas na maioria das vezes  estavam muito além da minha capacidade. E já que eu não podia solucioná-las, que tal também um desabafo escrevendo aquelas  curtas histórias?”. O resultado foi que o repórter começou a escrever e de repente tinha material para um livro. Surgiu então o projeto experimental que hoje se chama Boreal. Outros trabalhos estão a caminho  e com  promessa de vida longa.
O livro será lançado nesta quinta-feira (25 de setembro de 2014) na Livraria Leitura, no Porto Velho Shopping. A Leitura está entre os parceiros que foram fundamentais para a existência de Boreal, confidencia o escritor Medellín. Segundo ele a Livraria quer manter seus livros na maioria dos 50 pontos de vendas que tem espalhados em todo o país, especialmente nas principais cidades.  “Colocar o livro ao alcance do leitor é uma vitória fantástica”, comemora Medellín, que sabe da dificuldade que todos os autores enfrentam para apresentar seu  trabalho à sociedade. Em função disso, a tiragem de dois mil exemplares será ampliada em breve. Na capital rondoniense, além da Leitura, a Livraria Exclusiva – lojas da Avenida Carlos Gomes e Aeroporto  também estarão efetuando a venda. O preço do livro é de R$ 20,00. Para remessa para outras localidades o valor é de R$ 30,00.
O futuro também reserva um fato inédito na vida de Boreal. A obra será traduzida para o espanhol e estará a disposição a partir de 2015, provavelmente no segundo semestre. O professor Toney de Santana é o responsável pela versão em espanhol.
A Editora Formato, de Minas Gerais, fez a produção gráfica de Boreal. “Esta também foi uma pareceria incrível, que teve início muito recentemente, mas que também foi fundamental.  Eles trataram meu trabalho com muito carinho e isso conta muito”, acrescenta Emerson Medellín.
A programação visual ficou a cargo de Viktor Navorsky, a revisão foi feita por Nilva Medeiros e as ilustrações são de autoria  do peruano Ruben Condon e do jornalista Fernando Caetano. A produção da capa ficou por conta de Fabiano Coutinho, que trabalhou uma fotografia do próprio autor, que se identifica como cidadão amazônico, nascido nas cercanias de Jaci Paraná, até então zona rural de Porto Velho, que hoje, aos 31 anos declara estar realizando não um sonho, mas um desejo de muitos anos.



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

EMERSON MEDELLIN PREPARA LANÇAMENTO DE BOREAL

Esta é a capa do livro do jornalista Emerson , que será lançado em setembro  



   Boreal  promete  uma prazerosa leitura


Conflitos da vida humana, este é um dos pilares do primeiro livro do jornalista  Emerson Barbosa, que passa a assinar o sobrenome dos avós Medellin,  que está no prelo. O lançamento está previsto para o final do próximo mês, na livraria Leitura, no Porto Velho Shopping.  
Nas páginas de seu Boreal, o autor busca confrontar o leitor consigo mesmo. As histórias  se baseiam numa espécie de caráter evolutivo, deixando o leitor frente a frente com fatos que podem  fazer parte do seu cotidiano. “Cada história é uma necessidade humana, do corpo clamando a alma. Uma briga constante entre a forma fixa da mente ao pedido negado, ou o pedido forçado a se tornar passado por pura vaidade”, enfatiza o jornalista, Emerson.
Os primeiros escritos para Boreal tiveram início  em 2010,mas ficou por conta do próprio autor engavetado a espera de um momento oportuno para ser divulgado. “Como na vida tudo tem um tempo para acontecer, assim ocorreu com a publicação desse inscrito. Mostrei para um amigo ligado à cultura, que encheu a minha “bola”. Colocou na minha cabeça que eu deveria publicar, confiou eu confiei no trabalho dele. O autor também ressaltou ainda, que se baseou em outros escritores, como a Cátina Cernov (Amazônia em Chamas - 2010), além do professor doutor, Alberto Lins Caldas (Babel), inspiração cativa, destaca o jornalista.
Segundo o próprio autor, o título da obra  surgiu pela admiração que ele tem sobre o fenômeno da Aurora Boreal, que ocorre nas regiões polares do Norte do Planeta terra. Nome atribuído pelo cientista Galileu Galilei, no ano de 1619, por conta da deusa do amanhecer, Aurora, e de seus filhos, Bóreas.

Então fica combinado: setembro é mês de lançamento não apenas de um novo livro, mas de um novo escriba, que promete muitas outras publicações. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O SONHO DA CASA PRÓPRIA PRESTES A SER REALIDADE


Eu não consegui, mas fico feliz por ver pessoas hoje realizando o grande sonho de uma moradia própria com parcelamento dentro da realidade do assalariado, aposentado e pensionista. 

Tempos atrás eu precisava muito de um imóvel para chamar de meu. Só não ia atrás de invasões porque morria de medo das consequências. Mas onde dissessem que havia inscrição para a casa própria, lá estava eu.
Assim foi que fiz   uma inscrição na Emdur (Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho), não lembro quem era seu presidente ou o prefeito da capital, fato é que preenchi fichas  e cheguei a sonhar em morar naquele, que mais tarde seria um condomínio em frente ao  Hospital de Base. Na época não existia nada, somente a promessa de que ali seria construído um condomínio destinado aos servidores públicos. Acreditei com  todas as minhas forças.
Anos se passaram e as promessas também. Mas nunca esqueci. Mais tarde os prédios foram erguidos e os funcionários públicos  parece que foram esquecidos. Nunca soube de alguém que tivesse feito a inscrição na Emdur e que tivesse sido beneficiado com um imóvel naquele lugar. 
O preâmbulo é para ilustrar algo que vem ocorrendo agora. Tudo bem que aqui em Porto Velho ninguém recebeu as chaves das moradias do  Minha Casa Minha Vida. Mas parece que o sonho de muitas pessoas está próximo de se tornar realidade. E digo realidade porque conheço pelo menos duas famílias agraciadas com o benefício da nova moradia. Diferente do episódio descrito anteriormente.
Hoje conheci Maria de Lourdes da Silva. Emocionada ela foi agradecer ao governador Confúcio Moura a oportunidade de sonhar com a casa própria. Ela é uma das centenas de felizardos que vão deixar o aluguel e morar em uma construção padrão, onde tudo é simples mas promete dignidade.
D. Lourdes Silva se apresentou ao chefe do Executivo Estadual, Confucio Moura e declarou que está muito feliz por ter sido contemplada, disse a ele que finalmente terá um canto do qual ninguém poderá tirá-la  contra a sua própria vontade. "Foi lindo ouvir o meu nome no sorteio". (Foto: Daiane Mendonça)

Pensei, como teria sido feliz se lá pelas bandas de mil novecentos e bolinha tivesse sido contemplada com uma casa própria com prestações que cabiam no bolso e ficasse livre do aluguel?
De fato, este é um sonho do brasileiro. Ou mesmo de todo homem: Ter um chão seu, uma terra própria, onde possa pisar sem medo  de ser expulso, despejado, desalojado ou desapropriado.
Das pessoas que conheço, uma mulher de meia idade, três filhas e muito esforço para ganhar a vida espera começar 2015 com o sonho da casa própria concretizado. Dizem que falta pouco, talvez um s quatro ou cinco meses.  O outro é um homem  de mais de 80 anos, portador de Alzheimer, que mora com os filhos, mas não dispõe de um pequeno conforto de ter um quarto só para si. Vive na sala, por onde passa toda a movimentação da família e finalmente, se tudo der certo, vai ter um espaço próprio para desfilar suas esparsas lembranças.
Realmente este é um sonho de muita gente, mas poucas pessoas podem de fato realizá-lo. O que se espera é que   em breve as chaves desses pequenos castelos possam estar nas mãos de seus felizes proprietários e eles possam desfrutar por muito tempo de tão maravilhoso benefício.
Não há nada mais confortante do que ficar livre do aluguel que vence a cada trinta dias. Um bicho papão real, que deita e levanta com o inquilino, vigia o nosso bolso e a conta salário. E não dá tréguas para ninguém.
Ou pra quem não  mora de aluguel, mas de favor ter a sua própria  moradia é fenomenal.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

DIABETES NÃO É BRINCADEIRA

DIABETES

Quem quer se livrar deste mal?


 O nome é muito feio. Um dia, lá no Rio de Janeiro, alguém  me disse que diabetes são as bailarinas do diabo. Fiquei espantada, mas tive que concordar com a pessoa que disse isso. Afinal essa doença é mesmo diabólica. Ela destrói os órgãos internos dos portadores da mesma. Pode causar cegueira, coma e levar o paciente a morte em dois tempos. 
Não é que a diabetes é assim. A doença é crônica e incurável. O portador pode amenizar o seu avanço através do controle não apenas no consumo do açúcar, mas de muitas maneiras como a pratica de exercícios físicos, alimentação balanceada, evitar o tabagismo e as bebidas alcoólicas.
Hoje, 14 de novembro, é o Dia Mundial da Diabetes. A data foi instituída em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e referendada em 2006 pela Organização das  Nações Unidas (ONU), que reconheceu a diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial.
No  mundo todo, em 2012, eram 371 milhões de doentes conhecidos na faixa etária dos 20 aos 79 anos. Hoje, possivelmente o IDF Diabetes Atlas, da Federação Internacional  de Diabetes  divulgue os números atualizados. O mal é crescente.
No Brasil são 13.4 milhões. Nosso verde e amarelo ocupa a quarta posição entre os países com maior concentração de doentes, ficando atrás da China, Índia e Estados Unidos. Quando fatiamos os dados para o Norte brasileiro, o Ministério da Saúde nos informa que    Rondônia está em quarto lugar, tendo a sua frente o Pará, Tocantins e Amazonas.

Dados de 2012 -MS/ Sesau-RO
Regionalizando um pouco mais o mesmo MS nos informa, ainda com base em dados do ano passado, que Porto Velho detém 27% dos pacientes diabéticos no Estado, ficando as posições seguintes com Ji-Paraná, que tem 25%; Ariquemes com 15%; Rolim  de Moura e Cacoal, com 12%  cada um   e Vilhena com 9%. Em todo o Estado, de acordo com o Ministério da Saúde  foram 153 mil casos em 2012.
Tratar a doença não é muito fácil. Há duas formas  de diabetes, o tipo 1, que em geral ataca crianças, adolescentes e jovens e que em geral precisam da aplicação permanente de insulina injetável. E o tipo 2, que acomete os adultos, especialmente a partir dos 40 ou 45 anos. Vida sedentária, obesidade são algumas portas que levam direto para a diabetes do tipo 2.

Então o negócio é fazer reeducação alimentar, correr, se exercitar para fugir dessa, que parece ser uma peste que a cada dia envolve mais e mais pessoas. 

domingo, 30 de junho de 2013

AO SUCESSO (sem hollywood, é claro)

O FILHO DO MEIO

A (im)possibilidade da prova emprestada oriunda da interceptaçao telefônica. Este foi o tema, cuja compreensão não é muito fácil, diga-se de passagem, que o garoto Caio Saldanha escolheu para o seu trabalho de conclusão de curso, o famigerado TCC.
Eu não estive lá, mas disseram, e eu confio, que ele foi brilhante. A prova é a nota dez que arrancou da banca, com direito a elogios.
Mas por que a admiração pelo destaque dele? Caio tem muitas qualidades e uma delas, além de ser chato, brincadeirinhaaaaaaa, é ser persistente.
Foi meu aluninho na Classe de Adolescentes, e depois na de Jovens, sempre pronto a colaborar. Dedicou-se ao estudo do teclado e hoje, penso que seja um dos melhores da nossa ICM aqui em RO, pra ficar só na minha praia.
É Caio, você mereceu este dez como poucos. Além de tudo é um jovem que tem permanecido fiel a sua fé.
Parabéns. Agora é concluir o curso e se preparar para os novos desafios que não são poucos para um bacharel de Direito.

sábado, 29 de junho de 2013

CORRENTES X LIBERDADE

 Pernas imobilizadas: como caminhar?
 Imobilizado qualquer ser é manipulado por outro.
Não bastasse a dor, a humilhação não há como se defender das correntes ou do acorrentador. 

Estar acorrentado é estar aprisionado, impedido fisicamente de agir, de ir e de vir.  Alguns estão acorrentados no corpo, mas a maioria das pessoas está acorrentada  na alma e nem imagina que isso esteja ocorrendo.
Pela manhã, ao abrir o portão descobri  um calango que se prendeu em um dos elos da corrente. Ninguém o colocou ali, ele foi fisgado por um descuido ou um mal cálculo do espaço existente e do tamanho do seu corpo.  A cabeça e o tronco passaram, mas a parte inferior onde estão as patas traseiras não teve jeito. E lá estava ele desesperado.  Forças consumidas, cansado de lutar. Na verdade, ele não caíra na armadilha pela manhã, mas estava ali desde a noite anterior.  Quanto sofrimento, quanta dor.
O homem é assim também,  cai em armadilhas da vida por falta de cuidado nas escolhas  ou por  fazer seus cálculos de maneira equivocada. Na verdade, ninguém se deixa acorrentar  deliberadamente. Pode até haver casos, mas são exceções.
Quem ama não acorrenta. Quem  acorrenta pode até não odiar, mas quer ter a sua vítima subjugada, humilhada, exposta a sua louca vontade. 
O adversário de nossas almas age  assim. Mantém o homem  preso, mas dando a ele a sensação de liberdade.  Maltrata, mas a alma  acorrentada nem percebe que está sendo maltratada. Acha até que são conseqüências da vida. Mas Cristo liberta.  Isso é importante saber e escolher ser livre com Cristo  ou ser escravo do mundo.
Mas voltado ao calango, consegui soltá-lo.  Mas estava muito debilitado, aparentemente não tinha nada machucado, mas certamente no seu interior havia algum trauma pela noite de batalha tentado libertar-se de apenas um elo da corrente.
As correntes sempre deixam marcas e algumas delas não nos abandonam nunca, talvez até para que possamos  valorizar a liberdade e usá-la melhor e principalmente sermos mais cautelosos.
Tenham todos um bom dia.
Alice Thomaz




sábado, 24 de novembro de 2012

COTA RACIAL





                   Alice, Alicinha, Anna e José (mãe e "padrinhos")

Vou passear por um caminho árduo e espinhoso e se é assim, posso até ser ferida, mas vamos lá.
As cotas para negros. Sou negra, tenho mais de 50 anos, não enriqueci, aliás  estou longe disso, mas tenho minha profissão, que exerço, às vezes, aos trancos e barrancos, ou seja com alguma dificuldade. Mas é dela que vem o meu sustento.
Já fui constrangida inúmeras vezes nesta vida. Quer coisa pior que negro procurar emprego especialmente em cidade grande?
Foram tantos os nãos. 
Quem estava lá para fazer a seleção, é claro que nunca dizia que o motivo da não escolha fosse a cor da pele ou o morar longe, por exemplo. Mas no fundo, quem passa por isso sempre sabe o que está acontecendo.  Ficava abatida, às vezes até derrotada, mas não tinha jeito, precisava prosseguir.
Naquele tempo não tinha quem o ou que me defendesse, leis, constituição, ongs ou seja lá o que fosse. Era eu, a minha pele e aqueles que não me aceitavam para ocupar um simples cargo de auxiliar de escritório em “sua”
empresa.
Lembro que uma certa vez, trabalhava em uma metalúrgica, na parte administrativa  e estava aprendendo as primeiras lições da contabilidade, fazendo os lançamentos de débito e crédito,  quando cheguei no escritório e falei pro senhor que me ensinava, um contador antigo, daqueles de letra bonita, que tinha um livro contábil impecável, que havia passado no vestibular, ele ficou indignado. E disse na minha cara que faculdade não era para mim e que deveria me contentar com a função de auxiliar de escritório.
Tinha lá eu 22 anos. Recebi a pancada, mas não fui a nocaute. Sobrevivi e com enormes sacrifício consegui me matricular.
Se eu contei pra alguém?
Lógico que não. Não tinha pra quem contar. Era a primeira na família a dar um passo para ingressar no ensino superior e ia levar uma coisa dessa pra casa. Ai, além de mim, minha mãe certamente, também ficaria arrasada.
Mas nada disso é novidade para pessoas que tiveram que derrubar barreiras sozinhas e na marra como eu.
Hoje o assunto é o ministro Joaquim Barbosa, quando a mãe dele mesmo declarou que precisou lutar muito para vencer sozinho.
Se esperássemos por cota, certamente estaríamos enterrados no começo de tudo.
Meu medo é que as pessoas se acomodem com as cotas e não lutem para conquistar o seu lugar ao sol.
Cotas nas universidades. Estas já são reais.
E o que se pretende agora cotas para emprego público.
Imagina eu, nessa altura do campeonato ser abordada por um colega ou por um contribuinte, apontado que eu só estou no serviço público porque fui protegida por uma cota para negros.
Não, não mesmo. Eu não gostaria disso. Sou funcionária pública sim. Mas uma coisa eu me orgulho, fui aprovada em primeiro lugar, independente de qualquer coisa. E não há nada melhor na vida do que ver o fruto do seu trabalho e do seu esforço.
Universidade é para um tempo da vida. Trabalho é para o tempo que nos resta e às vezes é muito tempo para carregar mais um estigma.




WALTER BÁRTOLO

Conheci o seu Walter logo que cheguei aqui em 1986. Grande amigo do seu Euro Tourinho, o nosso sempre querido Diretor. Fiz muitas matérias com ele, coisas do dia a dia lá mesmo na redação do AM. Afinal de contas, para os amigos o seu Euro nunca negou espaço.
No tempo em que ele assumiu a Cemaguam. Fui lá na Cemaguam pedir a ele para assessorá-lo. Acho qu era ali na Jaci Paraná. E assim  tive a honra de conviver um pouco com ele. Mas muito pouco tempo para conhecê-lo. Meu contato era mais com o senhor Carlos, que me atendia e dava a direção para a produção de algum texto.
Há poucos dias, acompanhando o ex-chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral a uma solenidade na Assembléia Legislativa eu o vi e cumprimentei.
Mais tarde, conversei com a professora Yedda Borzacov e fiquei até de ir a casa dele para ouvir  um pouco de suas memórias.
A ideia surgiu quando eu a professora lembrávamos do dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro. Logo que cheguei aqui, conversava muito com ele, lá na Pedro II, onde ele morava. E aprendi muito sobre a região com a sabedoria do dr. que nasceu no interior do Pará e veio para estas paragens.
Mas confesso que acabei esquecendo o projeto de conversar com  Bártolo em algum canto da mente.
Resultado, ele partiu e não conversamos. Mas tem muita gente por ai que teve oportunidade de extrair do velho seresteiro muitas ideias.




"Estava a toa na vida....."

Em tempos de mudanças, cai Mano Meneses, Gol demite 800, Joaquim Barbosa preside Supremo. Não dá para ficar a toa na vida, debruçada na janela vendo os vândalos passarem.
Vamos exercitar, rabiscar.
O goleiro Brunão só vai a juri em março. Isso é bom pra quem?
Mas o Macarrão já se deu mal, quinze aninhos. A namoradinha do goleiro também, mas vai ficar cunmprindo pena fora das grades, só pegou cinco anos.